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Hepatite C: Novo tratamento consegue até 98% de cura


Novo remédio atinge 98% de cura

Sofosbuvir é o nome do novo medicamento. Ele tem menos efeitos colaterais e traz mais esperança para os pacientes.



Hepatite C

Causada pelo vírus C, é uma doença infectocontagiosa que ataca o fígado. Sua transmissão acontece por contato direto com sangue ou seus derivados contaminados, por isso é comum entre usuários de drogas que compartilham seringas e até o início dos anos 90 a transfusão de sangue também era um fator de risco, porém com o desenvolvimento de testes para detecção do vírus C e sua realização em bancos de sangue essa forma de transmissão foi controlada.


O vírus da hepatite C (HCV)

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É hoje a maior causa de hepatite crônica no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 170 milhões de pessoas estão cronicamente infectadas pelo HCV e mais de 350.000 pessoas morrem todos os anos de complicações hepáticas relacionadas à doença. No Brasil, perto de três milhões de pessoas tem sorologia positiva para HCV.

A doença

É uma doença silenciosa, raramente causa sintomas, por isso a maioria dos portadores do HCV não sabe que está contaminada, só descobre se fizer um teste específico. Cerca de 90% das pessoas infectadas não eliminam o vírus e se tornam cronicamente infectadas, sendo que aproximadamente 20% delas desenvolverão cirrose, e destas, 25% podem progredir para câncer de fígado.


O tratamento

Habitualmente a hepatite C é tratada com uma combinação de interferon peguilado, usado por injeção subcutânea, e ribavirina, medicamento oral, por um período de 24 ou 48 semanas, dependendo do genótipo. Esse tratamento apresenta muitos efeitos colaterais, principalmente decorrentes do interferon, que incluem: cefaleia, febre, dores musculares, cansaço, perda de apetite, perda de peso, prurido, depressão, além de queda de glóbulos brancos, plaquetas e anemia. Por isso muitos pacientes com HCV não podem ser submetidos à terapia, como os doentes com cirrose, com doenças psiquiátricas e autoimunes. Além disso, somente 40-50% dos pacientes tratados atinge a cura, ou resposta virológica sustentada, que seria a não detecção do vírus 12 semanas após o término do tratamento.


A partir de 2011, para os pacientes com genótipo 1 e com doença avançada, passou-se a associar um de dois medicamentos via oral de ação antiviral, inibidor de protease, boceprevir ou telaprevir. Com essa terapia tripla a chance de cura subiu para 70%. Porém se limita ao genótipo 1 e houve um acréscimo nos efeitos colaterais, com anemia mais grave e quadros dermatológicos às vezes severos.


Novos medicamentos para Hepatite C

Novos medicamentos vêm sendo estudados, com o objetivo de se obter um tratamento com menos efeitos colaterais e com maior chance de cura. O Sofosbuvir é o primeiro medicamento dessa nova geração, antiviral de ação direta, que atua como inibidor de uma enzima essencial para a replicação do vírus C, a polimerase NS5B de ácido ribonucleico. O Sofosbuvir é bem tolerado, com pouco ou nenhum efeito colateral.


Estudos com sofosbuvir associado a peginterferon e ribavirina mostram taxas de cura entre 80 a 98%, além de reduzir o tempo do tratamento para 12 semanas. Pesquisas com sofosbuvir e ribavirina sem interferon tem mostrado resposta variando de 64 a 100%, e com boa segurança. Este medicamento fornece a primeira opção de tratamento para o HCV sem interferon.





ESCRITO POR: Cibele Ferrarini-hepatologia

Fonte: minhavida.com.br



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